Sempre tive a intenção de fazer esse texto. Pra falar um pouco sobre (tudo) o que esse ano significou pra mim. Inclusive tentei começar por várias vezes, em vão. Hoje eu percebo que a importância que 2010 teve, 2011 também tem, na mesma proporção. Quem diria que seria de formas diferentes. Hoje tenho 3 referências pra citar. O ontem (2010), o hoje (2011) e o amanhã (2012), em suas maiores características, e graças a Deus que eu as tenho. 2010 foi um ano de sorrisos, descobertas e paixão por um lado; incômodo, tensão e indiferença de outro; riscos, obstáculos e sucesso no último. Estamos falando da minha vida sentimental, social e profissional. Eu não tenho o que reclamar, é o que podemos chamar de época de ouro, apesar de os pesares. Foi um ano leve, em que tudo fluia, ano esse que eu pensava que sabia onde estava e onde estaria. Mas eu estava errado, como eu estava errado! Então 2010 terminou de forma cabulosa, os 3 pilares da minha vida se quebraram, e eu estava ali, em um mar turbulento sem nada que fluisse. Tava sendo afogado, aos poucos.
2011 chegou. Os pilares se inverteram. Senti que precisava criar algo pra dar minha força, minha energia e meus pensamentos. Minha vida profissional precisava ser aguçada. Criei um projeto, fui abraçado, apoiado, guiado. Minha vida social melhorou, aprendi e amadureci. Vi a diferença entre a tolerância e a falsidade. Aprendi a ter paciência. Aprendi que a vida não é da forma que eu quero, que eu penso ou que eu faço. Percebi que minha família era bem mais do que eu um dia imaginei. Tive paz de espírito nesse lado. Isso tudo pra poder compensar a sentimental. No começo de tudo já tinha percebido o peso que isso tinha na minha vida. Apesar de todos os outros 2 pilares estarem bastante sóbrios, o outro me deixava pra baixo. E durante boa parte do ano me senti como falado anteriormente: a cada mês que passava, era como se me afogasse mais, e que não teria mais jeito, não havia explicação, não havia remédio além do tempo que tantos falavam. E não é que esse desgraçado do tempo realmente é sábio? Quando fui perceber, existia a dor, mas ela já nem mais latejava. Depois até a dor sumiu, mas a cicatriz ainda estava lá. E assim fui indo, de degrau em degrau, bem devagarzinho, com bastante cautela. E nessa fase foi o momento em que eu percebi que, apesar de todos os vários pesares, eu estava andando sozinho, e isso bastava. Não tava me curando com nada, nem ninguém. Eu tirei um tempo pra mim, pra olhar pra dentro, pra cuidar das feridas, do meu jeito. E assim que percebi o quanto estava me conhecendo com isso. Sabendo dos meus limites, do que eu consigo, do que eu não sou capaz, até onde pude e posso ir. Percebi onde fui errado, percebi onde saí vitorioso, percebi que conto de fadas não existem e percebi que tudo é mais prático do que eu mesmo imaginava. Quanta ironia! Uma pessoa altamente racional dizendo que a vida era ainda mais racional do que se parecia. Fiz minhas besteiras, paguei a língua e paguei por isso com consequências bem piores, mas nunca descartáveis. Tudo foi válido, tudo me fez refletir sobre a história que tive e os absurdos que eu ainda acreditava. Me fez botar os pés no chão e perceber que eu tinha força pra andar sozinho sem ninguém me segurar. Ou melhor, sem ninguém pra eu me apoiar e depois simplesmente descartar quando eu perceber que seria em vão. Me fez perceber que esse pilar não era maior ou melhor que os outros. Me ajudou a me aproximar da minha familia, me desdobrar do trabalho. Percebi uma vida toda que eu não conhecia. Algo que me fez extremamente ocupado, de mente limpa, leve. Sempre soube (e disse pra quem quisesse ouvir) que 2011 seria um ano de transição. De um Pedro Vítor que achava que se conhecia, pra um extremamente mais maduro. De alguém que sorria sem motivos pra alguém que dá valor no que se sorri. Dessa vez aconteceu a mesma coisa, mas do contrário: meu 2011 começou chorando e terminou sorrindo. E não pretende parar tão rápido.
2012 nem chegou, de fato. O que acontece é que eu sinto que 2012 já começou pra mim há quase 1 mês. As cores já mudaram, eu já sinto o vento de vida nova bater no meu rosto e movimentar meus cabelos. Hoje quando eu olho pra baixo vejo meus 3 pilares bem fortes. De um jeito que nunca esteve. Nunca. E isso me fascina. Não sejamos injustos. Hoje quando olho pra trás vejo o quanto cresci, o quão profissional tornei. O quanto viajei pra tocar, desafiei concorrentes e venci, quantas oportunidades tive, quantas pessoas conheci, quantas histórias tive e ainda vou ter. É por isso que disse, lá no começo, que a proporção é a mesma de 2010. Voltemos a ser racionais: a lógica real é que meu 2012 inspire e expire bons ares. Só que dessa vez, de uma forma bem mais intensa que 2010. Isso tudo por um simples motivo: hoje eu tenho um suporte bem feito. Mas, acima de tudo, quem está em cima dos 3 pilares é uma cabeça de alguém bem mais consciente, maduro e, principalmente, mais forte.
Feliz 2012 pra todos nós!